Comecei a praticar terrorismo literário na ponte aérea. Revistas de bordo não servem para outra coisa. As estrelas das matérias de capa brilham num unverso limítrofe, entre a cultura e a fama.
Li a entrevista do júnior Duran. Fiquei impressionado com o fascínio do homem por marcas. Na matéria, revela que decidiu fazer fotografia ainda adolescente ao admirar-se por um fotógrafo, que, à época, comia sua prima, 20 anos mais nova. O que lhe chamou a atenção no homem foi um jacaré da Lacoste estampado sobre seu peito, como se nu estivesse de camisa. Nas palavras de júnior, "ele [o fotógrafo da tatuagem] tinha uma inquietude, conhecia muitas coisas, e esta é a característica dos fotógrafos: ser um especialista em tudo". Júnior Duran é também escritor. Só toma notas em cadernos Moleskine. Outra característica dos fotógrafos, em particular do Júnior, é cagar regras em grande estilo.
De uma dessas viagens a São Paulo veio a ideia do terrorismo literário. A caneta estava à mão e minha paciência havia se esgotado na sala de embarque. Supreendido pela saberência do fotógrafo magnífico, autor de ficção e conhecedor do "exótico e misterioso" continente africano, comecei a ilustrar a revista com caralinhos voadores. Júnior Duran sonha com caralinhos voadores, informava na legenda dos desenhos. Não posso levá-lo a sério. O que ele diz não faz sentido. Ele não sabe nada, apenas sonha com caralinhos voadores. Pairam sobre a cabeça dele como cupidos.
Li a entrevista do júnior Duran. Fiquei impressionado com o fascínio do homem por marcas. Na matéria, revela que decidiu fazer fotografia ainda adolescente ao admirar-se por um fotógrafo, que, à época, comia sua prima, 20 anos mais nova. O que lhe chamou a atenção no homem foi um jacaré da Lacoste estampado sobre seu peito, como se nu estivesse de camisa. Nas palavras de júnior, "ele [o fotógrafo da tatuagem] tinha uma inquietude, conhecia muitas coisas, e esta é a característica dos fotógrafos: ser um especialista em tudo". Júnior Duran é também escritor. Só toma notas em cadernos Moleskine. Outra característica dos fotógrafos, em particular do Júnior, é cagar regras em grande estilo.
De uma dessas viagens a São Paulo veio a ideia do terrorismo literário. A caneta estava à mão e minha paciência havia se esgotado na sala de embarque. Supreendido pela saberência do fotógrafo magnífico, autor de ficção e conhecedor do "exótico e misterioso" continente africano, comecei a ilustrar a revista com caralinhos voadores. Júnior Duran sonha com caralinhos voadores, informava na legenda dos desenhos. Não posso levá-lo a sério. O que ele diz não faz sentido. Ele não sabe nada, apenas sonha com caralinhos voadores. Pairam sobre a cabeça dele como cupidos.
Um comentário:
Prezado Sr. Bundinha,
Essas letras brancas em fundo preto dificultam por demais a leitura! Elas brilham muito, e continuam brilhando depois de ler. Agora, por exemplo, estão brilhando toda vez que pisco os olhos.
Sugiro inverter: fundo branco, letra preta.
E BTW, fotógrafo é tudo metido, acham que sabem de tudo, pra tudo têm opinião. Fora que são palpiteiros e gostam de dar ordens. Eles vestem essa capa de fortões pra esconder a insegurança, a carência, o medo da rejeição, sabe? Fora que são uns abutres, roubando a cena dos outros. São um bando de bobos mesmo.
Beijos,
Dani
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